A paineira é uma árvore frondosa que cresce até uma grande altura, tem muitos espinhos em seu tronco, porém suas flores são de um tom cor de rosa que alegra nossa alma. Ela pertence à família das Bombacáceas e seus ramos, cheios de folhas, se erguem aos céus de uma forma esplendorosa. Há alguns anos, da janela do escritório onde eu trabalhava, em uma grande avenida da cidade de São Paulo, podia ver uma paineira em todo o seu esplendor.
Plantada no canteiro central da avenida, na primavera e durante o verão, suas folhas verdes se misturavam com o rosa e branco das flores, dando alegria a todos que passavam por lá. Depois que as flores caiam uma a uma, colorindo também o chão, apareciam uns botõezinhos que depois se abriam e soltavam uma paina branquinha parecendo algodão, que o vento e a brisa da tarde levava para longe.
Às vezes somos como a paineira, com espinhos nos troncos como que a nos proteger, mas lá no alto, as pequenas flores cor de rosa vão alegrando não só a nossa vida, mas a de todos os que passam por nós durante a primavera e o verão da existência. E no outono começamos a espalhar o nosso “algodãozinho” já bem branquinho, pois, através da vida, Jesus vai transformando e deixando tudo bem limpinho como a neve, por meio de seu sangue precioso.
Parece um paradoxo, não é? Mas Deus, em sua graça infinita, tem o poder de transformar o verde em rosa e depois em branco, através do seu sangue que é vermelho. Por isso quando passo pelas ruas e avenidas dessa cidade que eu amo tanto lembro-me dos homens que são transformados pelo grande amor de Deus, nosso Pai. Sejamos como a paineira, nos deixemos ser transformados pelo grande amor de Jesus e vamos distribuindo o verde das folhas, o rosa das flores e o branco das sementes, porque com certeza brotarão e nascerão muitas paineiras para alegrar novas vidas.
Dsa. Rosinha Gouvêa, Sofap Vila Maria (SP)